sexta-feira, 26 de julho de 2013

30.

sábado, 13 de julho de 2013

quem se importa...

quer se importa ou o ser (ser-se) hoje empreendedor(a) social.
um quasi-manual de ir além... não da troika, mas de nós.

quem se importa
mara mourão
[2013]

segunda-feira, 17 de junho de 2013

indignação.

roth, sempre roth.
como uma máquina. sabemos o que vai dali sair.
nunca (me) desilude.

indignação
philip roth
[2009 | 2008]
"...a forma terrível, incompreensível, como as opções de uma pessoa, mesmo as mais banais, fortuitas e até cómicas, têm o resultado mais desproporcionado."

quinta-feira, 13 de junho de 2013

não.

não à descrença.
filme obrigatório hoje...
no atual contexto social e político.

no (não)
pablo larraín
[2012]

sábado, 1 de junho de 2013

o palhaço.

simples, de tão bonito.
bonito, de tão simples.

o palhaço
selton mello
[2011]

quarta-feira, 22 de maio de 2013

samadhi

rão e ruca...
para descontrair (o possível, claro!)

samadhi
[21.05.13 | ctcc]

domingo, 5 de maio de 2013

amour...

ou como tudo no que o haneke mexe vira imagem, cor, magia.
mais um grande filme...

amour (amor)
michael haneke
[2012]


quarta-feira, 24 de abril de 2013

os quatro últimos filmes...

pela ordem de preferência.
tipo de 1 a 4 (em que quatro é muito bom)...

4.

cesare deve morire
paolo e vittorio taviani
[2012]


oslo, 31 de agosto
joachim trier
[2011]

3.
bonsai
cristian jiménez
[2011]


1.
safety not guaranteed
colin trevorrow
[2012]

domingo, 21 de abril de 2013

voltar a ler...

este...

com os loucos
albert londres
[2012]
"o louco é individualista. cada qual procede como lhe dá. sem querer saber do vizinho. faz o seu gesto, dá o seu grito com a maior das independências. quando vários falam ao mesmo tempo, só o homem se apercebe de que todos berram... são reis solitários".


e este...
dentro do segredo
josé luís peixoto
[2012]
"já não são apenas os segredos que estão dentro de nós, somos também nós que estamos dentro dos segredos."

e ainda este...
história do século II
martin gilbert
[2013 | 1989]
"chamam-lhe o século do homem comum escreveu Churchill, porque foi o homem comum que mais sofreu nele."

segunda-feira, 15 de abril de 2013

14 a 21.4.13


sábado, 13 de abril de 2013

se a vida é uma viagem...

dás a volta ao mundo comigo?

segunda-feira, 1 de abril de 2013

the master.

paul thomas anderson,
uma espécie do pouco que ver desta cinema nos dias que correm...
de ver... talvez algo mais até. mas não muito...

the master (o mentor)
paul thomas anderson
[2012]

terça-feira, 26 de março de 2013

kinatay.

brilhante, 2.0.

kinatay
brillante mendonza
[2009]

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

à espera da europa.

ou o que se espera dela.
tanta expetativa. tanto por cumprir.
da bulgária, aqui. de espanha à bulgária.
ontem e hoje.

à espera da europa
christine reeh
[2007]

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

vertigo. ou o início do cco.

uma pequena grande maravilha.
fundamental. intemporal.
e a marcar o início do cco. momento perfeito.

vertigo
alfred hitchock
[1958]

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

7 dias em havana.

a cidade merecia bem melhor.
e qualidade nas pessoas não faltava... então, porquê?
porquê?

7 dias em Havana
...
[2012]

sábado, 26 de janeiro de 2013

este, este e este.

este.

life of pi (a vida de pi)
ang lee
[2012]
e este, melhor (e muito maior) que o anterior.
la meglio gioventù (a melhor juventude)
marco tulio giordana
[2003]
e, finalmente, este. de outro campeonato. bom.
detachment
tony kaye
[2011]

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

limbo.


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

confraria, fante.

fante é fabuloso.
pelo que, mesmo aqui (mesmo aqui), encontramos fante.
pouco (menos do que gostava), mas fante.

a confraria do vinho
john fante
[1977 | 2007]

"porquê esta paixão pelo jogo? (...) eu acreditava que era a sua raiva contra o mundo, o sei desejo de triunfo sobre o sistema, o seu sentimento de imigrante de ser de fora".

sábado, 29 de dezembro de 2012

harpa - malhão pardo.

assim.
aqui.

domingo, 11 de novembro de 2012

visitar.

o visitante.
no ritmo do rumo vs sem rume vs rumo vs sem rumo.
interessante. essencialmente por isso.

the visitor (o visitante)
Thomas McCarthy
[2007]

sábado, 27 de outubro de 2012

ruby sparks.

longe, longe, longe do litle miss...

ruby sparks
jonathan dayton e valerie faris
[2012]

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

babies.

aqui, ali e acolá.
o melhor de tudo. de tudo.

babies (bebés)
thomas balmès
[2010]

domingo, 21 de outubro de 2012

news...

porque prefiro a "parte news" à "parte room".
bastidores desenhados (mas bastidores) dos atuais "cozinhados" nisto de fazer (a) informação.
para pensar, refletir, entender e, especialmente, contextualizar. enquadrar.
venha a segunda série. lá para a primavera de 2013. depois de obama I, durante obama II.

newsroom (season I)
aaron sorkin
[2012]

terça-feira, 16 de outubro de 2012

"entfremdung"

o processo de se tornar estranho, de se afastar de si próprio ao ponto de se tornar estrangeiro a si próprio.

hoje?

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

o roubo.

carey,
impulsivo, irascível, irrequieto.
escrita sem quês, porquês e/ou merdas.
forte. poderoso.

roubo, uma história de amor
peter carey
[2009]

sábado, 29 de setembro de 2012

nata.

domingo, 9 de setembro de 2012

sorrio a...

não trocava a minha ansiedade e a dor dela pela calma feliz que tem o preço da não reflexão. o mesmo é dizer que gosto de ti sempre pronto a explodir.

isabel moreira

sábado, 8 de setembro de 2012

2 deles...

andré.
08.09.2012

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

viajo porque preciso, volto porque te amo.

na senda dos títulos dos livros, um título de filme que é mais filme que o próprio filme.

viajo porque preciso, volto porque te amo
karim aionouz | marcelo gomes
[2009]

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

2 coelhos

cinema brasileiro. mesmo brasileiro.
bom filme. grande fim. com o "exit" dos grandes radio...


2 coelhos
afonso poyart
[2012]

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

the bubble

força, força e força.
ou a não-solubilidade em filme.

ha-buah (the bubble)
eytan fox
[2006]

domingo, 26 de agosto de 2012

suite habana.

a simplicidade levada ao absurdo do fabuloso.
grande, grande filme. dos sonhos aos sem sonhos numa cidade que parece sonhada.

suite habana
fernando pérez
[2003]

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

até...


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

polisse.

"se não conseguirem (encontrar um lugar onde fiquemos para sairmos da rua), fiquem com ele. não quero que ele seja como eu."
quantos mais ousman criaremos nós? neste nosso mundo?
assim mesmo... este pensar, permanente. e o fim. o fim.

polisse
maïwenn
[2011] 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

take XXII

e chegou a hora de "não me apetecer", "não querer".
chegou.

domingo, 19 de agosto de 2012

fantasia (?)

da propaganda de outrora à de hoje...
pequenos saltos. outros contextos.
um portento da portugalidade e da mesquinhez dos nossos "chefes" à época.
a não perder o minuto "a nau portugal".

 fantasia lusitana
joão canijo
[2010]

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

e agora portugal?

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A impotência da Esquerda radical.

"A Esquerda persiste na recusa ideológica em operar com o conceito de "natureza humana""

Não há nada como ler analistas ainda que só tenuemente esquerdizantes para perceber por que motivo a Esquerda radical, mesmo prometendo arrasar o "capitalismo de casino", aniquilar os especuladores financeiros, abater os ricos e instaurar o paraíso terrestre, não consegue demover os eleitores a entregar-lhe o poder. Essa incapacidade radica, no essencial, no esquecimento da história e, talvez sobretudo, na recusa ideológica em operar com o conceito de "natureza humana" ou, pelo menos - caso o conceito seja mesmo repugnante -, na recusa em atender às "profundezas antropológicas" (Edgar Morin) de certos comportamentos humanos.

Por que será que a malta não vota em massa no Louçã e no Jerónimo? Em finais dos anos trinta do século passado, já chegava à Europa muita informação sobre os milhões de mortos que custava a edificação do socialismo na União Soviética. A ascensão do fascismo impediu a intelligentsia ocidental de denunciar os crimes cometidos na pátria dos trabalhadores; e depois, o papel da URSS na derrota do nazismo e, subsequentemente, a Guerra Fria continuaram a justificar o silêncio com que muita gente, com a típica boa consciência da Esquerda, persistia em encobrir os horrores do estalinismo, porque era imperioso não fornecer argumentos à Direita e porque o Terror fora um erro acidental, que futuras experiências socialistas certamente suprimiriam. A partir de 1964, Brezhnev estabilizou com mão-de-ferro um regime ditatorial assente numa polícia política feroz (KGB) e numa Censura implacável. A União Soviética colocou um homem na Lua, abeirou-se do milagre económico com os seus portentosos programas quinquenais, e eliminou alguns aspectos mais escabrosos do estalinismo. A exegese dos textos fundadores do marxismo-leninismo continuou a fornecer a milhares de intelectuais europeus (e até americanos) matéria para apaixonados debates: houve amigos que se zangaram.

Entretanto, o mundo ocidental desenvolvia-se e enriquecia, experimentando depois da II Guerra Mundial, e até à crise do petróleo de 1973, as mais elevadas taxas de crescimento económico da sua história. Da moda à música e à exploração espacial, todas as indústrias, pesadas e ligeiras, registaram um desenvolvimento espectacular. As cidades europeias encheram-se de lojas, enormes armazéns e inúmeros supermercados com prateleiras a abarrotar dos mais variados produtos. Num mundo já dominado pela radiodifusão e pela televisão, a imagem de uma Europa colorida, livre, abastada, transpôs a Cortina de Ferro, e começou a despertar sonhos para os lados de Leste. Nestas sociedades, pobres e taciturnas, os Beatles conquistaram uma audiência apaixonada e impuseram-se como um ícone. O Ocidente tornou-se cada vez mais um fruto apetecido, gerando desejos e expectativas que o socialismo não podia satisfazer. Quando chegou Gorbachev mais a sua perestroika, a sociedade russa estava madura para uma mudança radical, abraçando a liberdade segundo o modelo do Ocidente. O "Fim da História", embora se revelasse provisório e ilusório, legou contudo uma consequência duradoira, que chega aos nossos dias: o total descrédito dos métodos revolucionários como meio para impulsionar o progresso, e a radical desmitificação do regime comunista, clamorosamente naufragado no meio da sua torpeza e ineficácia. Não admira que só franjas martirizadas pela frustração se mostrem entusiasmadas com os cacos deste regime que Louçã e Jerónimo têm para oferecer a Portugal.

O comunismo, enjeitado por aqueles mesmos que o viveram, não se recomenda a sociedades livres, habituadas à concorrência, conformadas com a existência de ricos, pobres e remediados, em que a vasta maioria das pessoas encara as promessas de igualdade social como histórias para adormecer. As nossas sociedades, tal como aquelas que foram penosamente emergindo do colapso da União Soviética e como todas em que reina um módico de liberdade, são sociedades compostas de indivíduos ávidos de consumo, que se tornou na principal, senão única, paixão contemporânea, exacerbada pela globalização. Garantidos os pilares essenciais do Estado Social, Educação e Saúde, as pessoas votam em quem lhes prometer maior acesso a plasmas, casas, automóveis, iPad’s e viagens por paragens tropicais; por quem lhes garanta a posse de um maior número de bens, materiais ou simbólicos. Está na natureza dos homens, que a Esquerda encara erradamente como um produto transitório de um sistema social defeituoso. Quando em 1884 Engels presenteia a Humanidade com A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado, remete-nos para um mundo angélico, com criaturas a viverem felizes numa sociedade livre da praga do individualismo, em que tudo era comunitário. Apenas não nos explica como e porquê surgiram então energúmenos movidos pela ideia tenebrosa de se apropriarem do que era colectivo, secundados por outros indivíduos que se apressaram a imitá-los. Engels não explica, em suma, a origem da propriedade privada uma vez que, excluindo o factor natureza humana, fica sem instrumentos conceptuais que permitam esclarecer por que motivos as idílicas comunidades primitivas não resistiram à cupidez do Homem. Muito mais proveitosa é a este respeito a leitura de Locke, que em lugar de um tipo humano ideal e inexistente, se ocupa do pequeno homem industrioso, aplicado a ganhar a vida o melhor possível, dentro do respeito pelas leis.

Enquanto a Esquerda não submeter a uma crítica radical os vários socialismos reais que conhecemos - e não há senão socialismos reais; enquanto não reexaminar os pressupostos ontológicos do seu entendimento da sociedade, poderá seduzir uma minoria de incautos bem intencionados, mas não chegará ao poder - a não ser numa circunstância absolutamente extraordinária e totalmente imprevisível.

Público 2012-08-16
M. Fátima Bonifácio

artistas.

um filme leve, sem deslumbrar (a fotografia é interessante) e com argumento previsível q.b. e final sonso.
o melhor filme do ano (2011) para holywood.
assim. natualmente.

the artist (o artista)
michel hazanavicius
[2011]


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

making of...

"livrico".
pequeno, conciso.
uma amostra. bonita.
para um livro. lindo. o tal filho de mil homens.

o menino horizontal
valter hugo mãe
[2012] 
"eu sempre vivi com a convicção de que a tristeza abrevia tudo (...) pensei que nascera para ser apenas triste, encurralado já tão cedo, até morrer sem mais".

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

velho, velho, velho!

quando já nem a vergonha lhes sobra....

terraferma.

um filme forte (muito forte) que oscila entre momentos filme (com uma fotografia espantosa) e momentos não-filme (parecem feitos, pensados por outras pessoas).
quanto à história / estória, o nosso mundo como ele é. merdoso. injusto. desequilibrada. frustrante.

terraferma (terra firme)
emanuele crialese
[2011]

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

1919-2012

"el ultimo trago" de chavela.
gigante.


sábado, 4 de agosto de 2012

contado ninguém acredita.

a milhas do finding e do monster's ball.
milhas. milhas.

stanger than fiction (contado ninguém acredita)
marc forster
[2006]

terça-feira, 31 de julho de 2012

vhm.

"dizia que na dor propendemos [nós os portugueses] para o suicídio e há povos que na dor de amor propendem para o fortalecimento e para a esperança noutra coisa qualquer, na vingança, enquanto nós, a nossa vingança é destruir-mo-nos a nós próprios."
valter hugo mãe

livro.

maravilhoso peixoto. o seu melhor. ou do seu melhor.
um livro mais que um livro. uma estória. estória.
brilhantemente construída, narrada, enleada, escrita.
aqui mesmo neste retângulo. deste retângulo. sobre este retângulo.
pessoas. pessoas. nós. todas e todos.


livro
josé luís peixoto
[2010]
"pode sentir-se falta até de um esfregão velho. as saudades turvam o tempo e, à distância, qualquer coisa má, péssima, pode transformar-se em qualquer coisa maravilhosa, uma especialidade."(...)
"o tempo há-de passar."

quinta-feira, 26 de julho de 2012

29.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

pudor e dignidade.

a mentira vital.
a mentira vital num livro que prometia ser mais que banal.
prometia...

pudor e dignidade
dog solstad
[2009]
"significa que é o fim de tudo, pensou. é terrível, mas não há caminho de volta."

terça-feira, 24 de julho de 2012

when we leave.

cor fenomenal no júbilo do cinema europeu.
europeu.

die fremde (a estrangeira)
feo aledag
[2010]

segunda-feira, 23 de julho de 2012

até...


sábado, 21 de julho de 2012

uma vasta e deserta paisagem...

por constaste a uma vasta mas nada deserta escrita!

uma vasta e deserta paisagem
kjell askildsen
[2011 | 1991]
"não tardou a cair um silêncio absoluto sobre a casa. os meus olhos fecharam-se outra vez e vi aquela vasta e deserta paisagem, aquela que tanto dói ao contemplar, demasiado deserta e demasiado vasta, sentia-a de alguma forma simultaneamente dentro e fora de mim."

sexta-feira, 20 de julho de 2012

solidariedade ibérica.


terça-feira, 17 de julho de 2012

rezam, rezam e rezam.


sábado, 14 de julho de 2012

pergunta ao pó...

perguntem. perguntem porque é que fante entrou em mim para não mais sair.
bandini, bandini. para mim mim II paracerido com o brilhante I.
e dois livros que são como uma vida do fante. do verdadeiro fante.

pergunta ao pó
john fante
[2009 | 1939]
"quando tudo acabou, o sonho de flutuar em direção a estrelas que explodiam, e a carne regressou para sustentar os prosaicos canais do meu sangue, quando o quarto voltou a ser o que era, sórdido e sujo, o teto nu e vazio de sentido, o mundo gasto e cansado, nada senti além da velha culpa, a sensação de delito e da transgressão, o pecado da dissolução.